A política brasileira está preparada para as mídias digitais?

É, “nunca na história desse país” vimos uma disputa eleitoral começar tão cedo! E pq? Por causa de um “fatorzinho aí”!
Se já me conhece, acho que deve saber que estou sendo irônico, e que o motivo que está movimentando a corrida pelos votos, chama-se: INTERNET.
No ano das últimas eleições para presidente (2006), o Brasil possuía 32 milhões de internautas (cerca de 17% da população), agora em 2010, esse número já supera os 70 milhões (Ibope//NetRatings), sendo mais de 33% de todos os habitantes de nossa nação.
Mas nada disso seria possível, se não fosse a nova Lei Eleitoral, aprovada por nosso atual governo (aplausos). Ele oferece uma inédita liberdade aos partidos e candidatos: realização de debates livres (sem a presença de todos os concorrentes), arrecadação de doações para verba de campanha através de site do candidato e utilização de mídias sociais mesmo antes do início do período oficial (6 de julho). Isso fará da Internet, um terreno fértil para ações “eleitoreiras”.
Cabe aqui fazer uma observação: nenhuma propaganda paga será permitida em mídia on-line, bem como a simples veiculação em sites de órgãos públicos e/ou de pessoas jurídicas.
Lembrando que no ano passado, Barack Obama e seus assessores deram uma aula de como utilizar a Internet como forma de relacionamento e aproximação com seus eleitores e também como fonte de financiamento de sua campanha (arrecadando mais de U$ 500 milhões).
Motivados pelos ótimos resultados do “Efeito Obama”, atingidos nas eleições dos EUA em 2009, os marketeiros políticos estão deslumbrados com as novas possibilidades. No caso do PT, a empolgação foi tamanha, que eles contrataram Ben Self, o responsável pelos números americanos citados acima.
Neste mês de abril, o sinal verde foi escancarado a todos os brasileiros. José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva, apesar de trabalharem com estratégias distintas, começaram uma batalha que já está sendo analisada por especialistas, e apresentando números expressivos.
O E.Life divulgou uma pesquisa feita entre os dias 12/04 e 23/04 na ferramenta de microblog Twitter, comparando os dois principais candidatos à presidência. Foram mais de 6,2 mil de citações que atingiram 7 milhões de usuários (não únicos), sendo 51,5% relacionados a petista e 49,5% ao tucano. Foram publicadas as hashtags mais usadas para cada um deles: no caso da Dilma: #dilma, #lula, #pt, #dilmentira, #folhaonline, #datafolha, #serra, #veja, #eleições2010; já para o Serra: #mobilizapsdb, #serrapresidente, #serra, #obrasilpodemais, #nordestepodemais.
Mas, concluindo, vejo essa movimentação como algo muito produtivo, e acima de tudo positivo! Percebam que primeira vez os políticos discutirão (mesmo que quase obrigados) sua propostas abertamente, além de ter que ouvir e trocar informações com os eleitores (nós mesmos). Isso tudo só demonstra novamente que o poder da web está cada vez mais nas mãos dos usuários.
Vamos aproveitar esta oportunidade!




O tema é muito interessante…
Eu sempre gostei de política, e desde pequena tenho essa coisa de “exercer cidadania”. O que mais me agrada nesse tema é a participação “popular”.
E hoje, mais do que nunca, as pessoas têm a liberdade de discutir as estratégias e promessas políticas e assumir um militantismo que antes era mais difícil de ser aceito.
Cada um pode tomar o partido de seu candidato favorito e aproveitar a força do boca-a-boca da web para fazer essas idéias alcançarem milhares de pessoas.
Na internet as mentiras têm perna curta, uma vez que ao mesmo tempo em que são lançadas de um lado, a verdade também é de outro.
Mesmo assim, quem tende a se beneficiar com tudo isso ainda são os candidatos, que já antes da campanha oficial, terão seus porta-vozes disseminando suas imagens por aí.
Beijo beijo
;D